No palco, os portões de uma outra realidade fantástica se abrem e o velho roqueiro entra em cena, cambaleando das sombras, para ser o grande catalizador das emoções do público. Falando através de sua guitarra e de sua voz rouca, ele narra histórias esquecidas, eletrizando o ar que respira com suas melodias. Quando as luzes se apagam, sua equipe empacota tudo rapidamente no ônibus e cai na estrada novamente, com o sol nascendo. O velho roqueiro e sua banda respiram música, arte e encantamento, numa jornada mágica por todo o país. No alto de seus 70 anos, ele ainda tem nos olhos o brilho da sua juventude e se orgulha disso. Cada vez que o roqueiro se olha no espelho, é um mergulho na fonte da vida eterna, com acordes loucos de guitarra de anjos ao fundo e uma bateria infernal de demônios pra acompanhar...
Palhaços são criaturas que me causam encantamento e assombro, risadas e gritos, alegria e medo. Quem nunca ficou suando frio ao ver um palhaço dando risadas macabras enquanto fuma um charuto e anda num dos carrinhos do Trem Fantasma? Que atire a primeira maça do amor quem nunca imaginou como seria o trailer sombrio do palhaço ao cair da noite, com aquela luz bruxuleante em uma de suas janelas enferrujadas...
Palhaços são criaturas que me causam encantamento e assombro, risadas e gritos, alegria e medo. Quem nunca ficou com o coração na garganta ao ver um palhaço se esgueirando atrás da barraca abandonada de cachorro quente? Que atire o primeiro algodão doce quem nunca imaginou o que um palhaço faz, quando as luzes do parque de diversões sombrio se apagam...